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Cotas para negros geram discussão em vestibular do Maranhão

Das duas irmãs que prestaram vestibular no domingo, apenas uma foi enquadrada no sistema

Suzana Beckman, especial para O Estado de S.Paulo

11 de fevereiro de 2008 | 18h03

Ana Paula e Ana Caroline Ribeiro Fonseca foram aprovadas na primeira etapa do vestibular da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). A primeira, para o curso de direito noturno, dentro do universo de cotas para negros. A outra, para o Curso de Comunicação Social, mas na categoria universal, já que seu pedido para ingressar nas cotas foi recusado. A situação não despertaria maior interesse se não fosse por um detalhe: Ana Paula e Ana Caroline são irmãs.  O caso delas não é único. Durante o processo de seleção das cotas para no Maranhão, foram negadas 343 solicitações de negros. Caroline, que tenta o primeiro vestibular, se disse indignada. "Sempre achei que o sistema de cotas era válido, mas que os critérios eram questionáveis", avaliou. Ana Paula, por sua vez, resumiu a situação. "Eu acho que foi um erro". Falha humana A partir desta terça, a mãe pretende dar entrada numa ação contra a Universidade, por danos morais, e também recorrer ao Ministério Público para garantir às duas filhas o direito às cotas. Inquirida sobre o assunto, a UFMA não descartou a possibilidade de falha humana no processo de seleção das duas garotas.  O presidente da Comissão de Validação das Cotas para Negros, professor Carlos Benedito Rodrigues da Silva, se prontificou a verificar a entrevista das duas candidatas. Segundo ele, pode ter havido até mesmo erro na hora de transcrever o resultado da entrevista. "Além disso, o sistema de cotas não tem a finalidade só de aumentar o percentual de uma raça na universidade. A opção pelas cotas para negros é também um posicionamento político", justificou o professor.  No último domingo, pouco mais de sete mil candidatos fizeram as provas da segunda etapa do vestibular da UFMA. Desses, 1,2 mil estava nas cotas para afrodescendentes.

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