Cotado para vaga, Múcio torce para que Mares Guia fique

Ministro acertou sua saída das Relações Institucionais após acusação de particpação no 'mensalão mineiro'

Tania Monteiro e Leonencio Nossa, do Estadão

22 de novembro de 2007 | 14h17

O líder do governo na Câmara, José Múcio (PTB-PE), negou  na reunião desta quinta-feira, 22, do Conselho Político, que  tenha sido discutida a provável saída do ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, por conta da denúncia que está sendo encaminhada contra ele, pela Procuradoria Geral da República, por seu suposto envolvimento no chamado "mensalão mineiro".  Veja Também:   Entenda o mensalão mineiro   Mares Guia acerta afastamento do cargo com Lula   Procurador apresenta ao STF denúncia contra Mares Guia  "Estamos torcendo para que isso não aconteça", disse o líder, que participou da reunião do Conselho, integrada por dirigentes e líderes dos partidos aliados. José Múcio é cotado para ocupar a vaga de Mares Guia. Mas ao ser perguntado sobre sua possível indicação afirmou: "estou preparado para assumir a função que o presidente me deu, que é representá-lo na Câmara".  Perguntado se Mares Guia estaria desconfortável no cargo, por estar sendo denunciado, José Múcio disse que qualquer pessoa com a consciência tranqüila  que estivesse sob "a égide de uma ameaça dessas" se sentiria desconfortável. Sobre a intenção de Mares Guia de deixar o cargo para responder às acusações, o líder governista disse que essa é uma questão pessoal e que só ele (Mares Guia) sabe o que toca a ele e à família dele. "Ele tem feito um ótimo trabalho para o país e para o governo. Espero que nada disso aconteça", afirmou o líder.

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