Cota indígena beneficia nove estudantes aprovados na Ufrgs

Dez cursos foram escolhidos para a iniciativa, com base em indicações de comunidades indígenas

Sandra Hahn, de O Estado de S.Paulo

12 de março de 2008 | 18h52

Desde a semana passada, nove alunos de origem indígena freqüentam nove cursos para os quais foram aprovados em seleção específica feita pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). Por decisão de seu conselho universitário, a Ufrgs definiu a oferta de dez vagas suplementares - além do número previsto no vestibular - para descendentes de comunidades indígenas, política que começou em 2008 e vai vigorar por cinco anos, conta o secretário de assuntos estudantis, Angelo Ronaldo da Silva. Dez cursos foram escolhidos para a iniciativa, com base em indicações de comunidades indígenas e de outros envolvidos. Destes dez, o inscrito no curso de Matemática não realizou a prova. Os nove aprovados estudam Pedagogia, Agronomia, Direito, Enfermagem, Medicina, Odontologia, História, Jornalismo e Letras. Para a seleção, que teve prova de português e redação, a universidade elaborou edital próprio, com aprovação da Fundação Nacional do Índio (Funai) e Conselho Estadual dos Povos Indígenas (Cepic). Foram inscritos 43 candidatos, que precisaram apresentar documento emitido pela Funai ou Cepic reconhecendo sua origem indígena. Cada aluno desta cota será acompanhado por um professor tutor e um colega monitor. Em alguns cursos, o monitor foi indicado pela própria comissão de graduação. Em outros, foi designado um voluntário.  A iniciativa da Ufrgs foi precedida por dois anos de discussões em um grupo de trabalho sobre o assunto. Hoje a aluna de Medicina Lucíola Maria Inácio Belfort, de origem caingangue, recebeu homenagem de um colega formando, que lhe entregou seu jaleco branco usado no curso. A Funai disse que ela é a primeira estudante de origem indígena a cursar Medicina no Rio Grande do Sul. Em outros Estados, há alunos do curso há mais tempo.

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