Costa pede acordo da base aliada para reeleição de Aldo

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, defendeu nesta terça-feira um acordo entre os partidos da base aliada ao Planalto pela recondução de Aldo Rebelo (PCdoB-SP) à presidência da Câmara. "Acho que a continuidade do trabalho do Aldo é muito boa para a Câmara dos Deputados. E vejo que a essas alturas os partidos aliados, inclusive o PT, começam a entender assim também", disse Costa, ao participar pela manhã da inauguração da sede reformada da prefeitura de Belo Horizonte. A coalizão em torno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o segundo mandato já tem dois possíveis candidatos: o atual presidente, que resiste em assumir a candidatura, e Arlindo Chinaglia (PT-SP), cujo nome já foi lançado. O PMDB, partido do ministro das Comunicações, promete escolher na quarta-feira seu candidato para a disputa, em fevereiro de 2007. O partido, dono da maior bancada de deputados federais (89), reivindica o direito de ter candidato à presidência da Câmara. Para Costa, porém, Aldo já demonstrou que é "uma pessoa que tem um perfil para o cargo" e possui "relação com todas as lideranças partidárias". "Vejo o Aldo como uma pessoa que consegue, com a sua eleição anterior e com a proposta de sua reeleição agora, chegar a todos os partidos políticos da base aliada". O atual presidente da Câmara tem o apoio de Lula para continuar no cargo. Presente no evento, o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Luiz Dulci, disse que está convencido de que até fevereiro as legendas chegarão a um entendimento para o lançamento de um nome de consenso. Embora tenha tratado como um "processo natural" o lançamento de candidaturas preliminares neste momento, ele recomendou "bom senso" às legendas aliadas ao Planalto. "Estou convencido de que os partidos da coalizão, todos os partidos da base aliada terão apenas um candidato na hora da eleição. Até lá é um processo natural. Os partidos têm peso, querem demonstrar que podem apresentar preliminarmente os seus nomes", afirmou Dulci. "Tem que haver bom senso para avaliar desses vários nomes apresentados qual é aquele que melhor unificará a base aliada". O ministro das Comunicações lembrou a eleição de Severino Cavalcanti (PP-PE), que se beneficiou da divisão no PT. Segundo ele, o governo aprendeu com os erros. "Repetir o ano passado eu duvido. Acho que a gente aprende com os erros, acho que no ano passado faltou exatamente conversas de alto nível, faltou entendimento no topo da pirâmide, vamos assim dizer, pirâmide política". Permanência Costa demonstrou estar confiante de que permanecerá à frente do ministério no segundo mandato de Lula. Questionado sobre o assunto, disse que tem se reunido "permanentemente com o presidente". "As últimas reuniões que tive com ele foram exatamente para tratar da proposta da comunicação para os próximos quatro anos. Estou entendendo que o presidente fará, pelo menos por enquanto, reformas pontuais, específicas de alguns ministérios". O ministro fez questão de salientar, porém, que se trata de uma decisão "única e exclusiva do presidente da República".

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