Costa não vê indícios contra seu assessor

O ministro da Saúde, Humberto Costa rebateu neste sábado, em Fortaleza, a crítica de que estender as investigações da Operação Vampiro para os Estados e municípios seria uma forma de tirar o foco sobre o ministério."A investigação está sendo feita pela Polícia Federal (PF) e o Ministério Público (MP). Foram eles que elaboraram o inquérito. São eles que detêm as fitas, as provas. São eles que estão dizendo que esta questão não se restringia apenas ao Ministério da Saúde", afirmou Costa, que esteve no Ceará para o lançamento da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite.Costa afirmou também que não há nenhum indício concreto contra o assessor Ivan Coelho, "apenas uma conversa entre dois lobistas", em alusão às gravações divulgadas pela PF. "Nós mantivemos e mantemos a confiança nele. Mas, naturalmente, vamos aguardar as conclusões das investigações. É preciso também que se tenha certo cuidado para não se cometer injustiça", disse.De acordo com o ministro da Saúde, a ação corre em segredo de Justiça. "Estamos colaborando, intensamente, para que se possa esclarecer todas essas questões e essa vai ser a nossa postura até o final", afirmou, garantindo que tem feito auditorias no período correspondente à gestão dele na pasta e que a Controladoria-Geral da União (CGU) investiga num tempo referente há cinco anos.Na terça-feira (01), o presidente da Frente Parlamentar de Saúde, deputado Rafael Guerra (PSDB-MG), disse, em São Paulo, que investigar as prováveis ramificações nos Estados pode ser uma tentativa de desviar o foco.A operação apura suspeitas de irregularidades em processos de licitação de hemoderivados. "Da nossa parte, do governo Lula, nós queremos a apuração profunda desse caso porque consideramos um absurdo uma área que tem tão poucos recursos como a área da saúde, possa ser objeto da ação de esquema de corrupção", acrescentou.

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