Costa evita chamar de 'vitória' aprovação de Fachin; Caiado lamenta resultado

Após a aprovação da indicação de Luiz Fachin para o Supremo Tribunal Federal, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), evitou entrar em atrito com o presidente da Casa, Renan Calheiros e classificar o resultado como uma "vitória" do governo.

BEATRIZ BULLA, ISADORA PERON E RICARDO BRITO, Estadão Conteúdo

19 de maio de 2015 | 19h46

"Em nenhum momento nós procuramos estabelecer vitórias ou derrotas de governo ou de oposição, ou de pessoas. Foi uma vitória da Casa que soube fazer uma boa escolha de alguém que está preparado para esta posição", disse o líder.

Senadores da oposição, contudo, falaram sobre a influência do momento político no processo de aprovação do jurista. O tucano Álvaro Dias (PR), defensor da indicação de Fachin, afirmou que o momento de "confronto político" no País faria com que qualquer indicação tivesse aprovação difícil no Senado.

Aprovado por 52 votos a favor e 27 contrários, Fachin foi submetido a uma sabatina de 11 horas no Congresso, enfrentando focos de resistência por parte da oposição e de peemedebistas. "Qualquer que fosse o indicado pela presidente teria essa reação. Se a presidente indicasse Rui Barbosa, teríamos uma reação igual, porque é um momento de confronto político", afirmou Dias.

O líder do DEM na Casa, Ronaldo Caiado, lamentou o resultado. Para Caiado, Fachin tem uma "identificação política e ideológica direta" com o PT. "Do ponto de vista do momento que vivemos no País, não foi uma boa escolha", afirmou. "Essa vitória pode amanhã ter uma repercussão extremamente negativa", completou o parlamentar.

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