Cosan espera reintegração de posse para avaliar prejuízo

Um canavial da usina da Barra, em Barra Bonita, foi invadido por mulheres da Via Campesina na segunda-feira

José Maria Tomazela, de O Estado de S. Paulo,

10 de março de 2009 | 19h31

O grupo Cosan vai aguardar o cumprimento do mandado de reintegração de posse para avaliar os prejuízos causados pela invasão de um canavial da usina da Barra, em Barra Bonita, por integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST). A ordem para desocupação imediata foi dada nesta terça-feira, 10, de manhã pela juíza da 1ª Vara Cível local, Maricy Maraldi, mas até o final da tarde não tinha sido cumprida.

 

Veja também:

linkCom rostos cobertos, 600 sem-terra tomam usina em Barra Bonita

linkVia campesina depreda em protesto contra agronegócio

linkAção reúne pelo menos 6,5 mil ativistas 

linkProdutores de celulose viram alvo no ES e no RS 

linkCom rostos cobertos, 600 sem-terra tomam usina em Barra Bonita 

linkMendes cria fórum para acompanhar questões agrárias 

linkVestidas para invadir e aparecer 

linkJuiz bloqueia bens da Anca, que dá fachada legal ao MST 

 

A área, a 300 metros da usina, foi invadida por 600 mulheres na manhã de segunda-feira, 9, durante a jornada de lutas da Via Campesina, braço internacional do MST, contra o agronegócio. Oficiais de Justiça notificaram as líderes das invasoras, mas elas se recusaram a atender a determinação judicial. Em assembleia, as mulheres decidiram permanecer na área invadida e continuar com o corte da cana para ampliar o acampamento. De acordo com estimativa da Polícia Militar, pelo menos dois hectares de canavial foram derrubados. As cercas também foram danificadas. A usina, com capacidade para processar cerca de 30 mil toneladas de cana por dia, está em preparativos para a safra que se inicia em abril, mas as atividades não foram interrompidas.

Tudo o que sabemos sobre:
Via campesinaMSTCosan

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.