Corte reflete 'irresponsabilidade' de 2010, diz ACM Neto

O líder do DEM na Câmara, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), afirmou que o corte de R$ 50 bilhões no Orçamento da União deste ano foi reflexo da "irresponsabilidade" do governo no ano passado. Ele prevê reação da base governista na votação do salário mínimo. "A necessidade de promover um corte tão duro é porque houve um aumento absurdo do tamanho da máquina pública e da gastança desmedida na eleição do ano passado. Agora veio a conta", disse ACM Neto.

DENISE MADUEÑO, Agência Estado

09 de fevereiro de 2011 | 19h10

Ele afirmou que a presidente Dilma Rousseff é continuidade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, portanto, tem responsabilidade solidária com os gastos. "Concederam o que podia e o que não podia por causa da eleição e agora tiveram de ajustar as contas".

O líder do DEM está prevendo reação dos aliados do governo na votação do salário mínimo com os cortes efetuados nas emendas parlamentares. "Se de R$ 21 bilhões de emendas foram contingenciados R$ 18 bilhões, é impossível que não haja uma reação da base do governo e que não contamine a votação do salário mínimo. Isso é bom para a oposição, porque nos dá um bom espaço para buscar apoio da base do governo para um aumento maior", afirmou ACM Neto.

O líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), criticou o fato de o governo ter mantido os 22 mil cargos de nomeação política, mas ter suspendido as nomeações dos aprovados em concurso público em diversas áreas. Segundo o parlamentar, são cerca de 40 mil aprovados em concursos para diversas áreas da administração federal. "Mais uma vez o governo do PT adota a seguinte prática: para a companheirada tudo, para o servidor público, para a carreira de Estado, nada", disse o líder.

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