Corte no Orçamento será de R$19 bi, diz líder do governo

Corte para compensar fim da CPMF será menor porque o governo recalculou e observou que terá R$ 1 bi a mais

ADRIANA FERNANDES, Agencia Estado

21 de janeiro de 2008 | 18h28

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou nesta segunda-feira, 21,  que o corte no Orçamento da União deste ano para compensar a perda de arrecadação com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) será de R$ 19 bilhões, e não de R$ 20 bilhões como inicialmente divulgado. Após a posse do novo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, no Planalto, Jucá disse que o corte será menor porque o governo recalculou as receitas e observou que terá R$ 1 bilhão a mais. Dessa forma, para compensar os R$ 40 bilhões que deixarão de ser arrecadados com a extinção do chamado imposto do cheque, o governo fará um corte de R$ 19 bilhões. Os outros R$ 21 bilhões serão compensados com aumento de arrecadação em razão do maior crescimento da economia e do emprego e com as medidas de aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).Segundo ele, essa redução no corte não significa afrouxamento do compromisso fiscal do governo. "Vai precisar cortar só R$ 19 bilhões. O governo vai fazer o ajuste fiscal", disse. Ele informou que os cortes serão feitos nos três poderes - Executivo, Judiciário e Legislativo - e será anunciado só em fevereiro, com a apresentação do parecer do relator do Orçamento, o deputado José Pimentel (PT-CE).Ele destacou ainda que a demanda por cargos dos partidos da base do governo é natural por conta da coalizão do governo e afirmou que não há nenhum tipo de confronto nessas negociações.

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