Corte no Orçamento não será menor que R$ 20 bi, diz Mantega

Declaração do ministro contraria líder do governo, que disse na segunda que corte seria de R$19 bilhões

Adriana Fernandes, de O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2008 | 18h19

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta terça-feira, 22, que o corte nas despesas previstas no Orçamento não será menor do que os R$ 20 bilhões previstos inicialmente. Segundo ele, para compensar a perda dos R$ 40 bilhões na arrecadação com o fim da CPMF, o governo cortará R$ 20 bilhões no Orçamento; R$ 10 bilhões serão conseguidos com aumento de receita em razão do crescimento da economia; e outros R$ 10 bilhões virão dos aumentos de tributos, como IOF e CSLL. A declaração de Mantega contraria a que foi feita na segunda pelo líder do governo no Senado, senador Romero Jucá (PMDB-RR) de que o corte no Orçamento seria de R$ 19 bilhões em função de reestimativas de receitas para mais. Mantega, após quase uma hora de encontro com o presidente do Senado, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), voltou a traçar um quadro positivo da economia brasileira neste momento de turbulências no mercado internacional. Disse que a turbulência não lhe tira o sono, mas que dorme "com um olho aberto e outro fechado" para que a crise não se instale no Brasil. O ministro da Fazenda voltou a afirmar que o Brasil tem uma posição sólida nunca vista - na área cambial e financeira. Ele contou que, no encontro com Garibaldi Alves, pediu agilidade na tramitação de projetos de interesse do Executivo e do Legislativo. "Podemos estabelecer uma frente de trabalho conjunto para acelerar projetos de interesse do Legislativo e do Executivo." Mantega disse também que se dispôs junto a Garibaldi a comparecer quantas vezes forem necessárias ao Legislativo."

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