Corte no Orçamento contribuirá para investimentos, afirma Dilma

De acordo com a presidente, o bloqueio de R$ 55 bilhões em 2012 levou em consideração a consolidação fiscal do País e o objetivo de manter o crescimento da economia

Rosana de Cássia e Sandra Manfrini, da Agência Estado

16 de fevereiro de 2012 | 12h35

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira, 16, que o governo, ao anunciar os cortes do Orçamento, "fez um esforço muito grande no sentido de aumentar e ampliar a consolidação fiscal que tem sido uma característica desde o primeiro ano do governo, no sentido de procurar uma outra relação entre política fiscal e política monetária". E, lembrou, que essa é também uma contribuição grande para que os investimentos possam ser feitos.

"O que nós procuramos hoje nas finanças públicas, no nosso manejo orçamentário é ampliar a capacidade de investimentos, tanto da União quanto dos Estados", disse a presidente, durante cerimônia de assinatura do termo de entendimento para ampliação de crédito fiscal dos Estados de Goiás, Rio Grande do Norte e Santa Catarina, no Palácio do Planalto.

Nessa quarta-feira, 15, o governo federal anunciou corte do Orçamento de 2012 de R$ 55 bilhões. De acordo com o Ministério do Planejamento, a redução foi realizada levando-se em conta a manutenção integral dos recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Minha Casa, Minha Vida e Brasil sem Miséria, assim como as áreas de saúde e educação.

Ela acrescentou que "não só é muito significativo que Estados brasileiros possam investir em rodovias, em saneamento, em programas de erradicação da pobreza, que possam viabilizar projetos essenciais de desenvolvimento, como também vamos buscar de todas as formas incentivar e assegurar condições melhores para investimento privado". "Essa combinação é a combinação virtuosa para crescimento acelerado."

A presidente disse acreditar que, ao longo dos anos, cada vez mais, os Estados serão agentes de investimento. "Isto é muito importante num país continental com 27 Estados com situações econômicas e sociais diversas."

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