Corte encerra audiências sobre contas de Maluf no exterior

Juiz negou pedido de advogados do ex-prefeito para dar mais prazo para defesa e deve anunciar decisão nas próximas semanas; Prefeitura de SP tenta recuperar US$ 22 milhões

Jamil Chade, correspondente de O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2012 | 10h04

A Corte Real de Jersey concluiu nesta quinta-feira, 19, o julgamento de contas relacionadas ao ex-prefeito Paulo Maluf e à sua família. O juiz Howard Page rejeitou o pedido dos advogados da empresa Durant, suspeita de ligação com a família do ex-prefeito, para que mais tempo fosse dado para apresentar uma defesa. A Durant tem como seu diretor Flávio Maluf, filho do ex-prefeito.

 

A Prefeitura de São Paulo abriu processo pedindo de US$ 22 milhões, que estão em contas em Jersey, sejam repatriados aos cofres públicos paulistanos, sob alegação de que são resultados de desvios de verbas da construção da Avenida Águas Espraiadas (rebatizada de Jornalista Roberto Marinho), na década de 1990. A defesa de Maluf tentou argumentar que a Prefeitura apresentou no último dia do julgamento uma nova evidência e que, portanto, precisariam de mais tempo para responder à corte.

 

O juiz Howard Page recusou o argumento e deu por encerradas as audiências, que começaram no dia 5 de julho. Page tomará uma decisão sobre o destino dos US$ 22 milhões nas próximas semanas.

 

Na quarta-feira, 18, advogados da Durant admitiram em documentos entregues à Justiça de Jersey que a família de Maluf controlava contas na ilha britânica do Canal da Mancha, mas negam que recursos tenham corrupção como origem. Admitiram ainda que o próprio Maluf recebeu "comissões" nessas contas. A admissão dos advogados desmonta a versão sustentada por Maluf há anos, de que ele não tem contas no exterior.

 

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