Miguel Pessoa/Estadão
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'Corte de gastos é virtual, mas imposto é real', diz Alckmin

Segundo o governador de São Paulo, era preciso que o governo tivesse adotado as medidas de cortes de gastos antes de falar em aumentar impostos

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

15 de setembro de 2015 | 18h05

Sorocaba - O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) reagiu com críticas à proposta do governo federal de trazer de volta a Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF) para garantir o superávit primário das contas públicas no ano que vem. "Ainda vou aguardar para verificar o conjunto das propostas do governo. O que a gente percebe é que o corte de gastos do governo é mais virtual, mas o aumento de impostos é real."

Segundo ele, era preciso que o governo tivesse adotado as medidas de cortes de gastos antes de falar em aumentar impostos. "O governo fala em não dar aumento para funcionários, não contratar, mas o aumento de impostos é um fato real e num momento de grande dificuldade para a economia da população."

Perguntado se apoiaria caso uma parte da receita do CPMF fosse repassada aos municípios, o governador disse que ainda não há uma proposta definida. "O que falta hoje no Brasil é financiamento federal. Na saúde, por exemplo, há uma crise de financiamento gravíssima e a União empurra o problema para o Estado e o município." Segundo ele, o governo federal quer fazer superavit primário "em cima" dos Estados e municípios. "A tabela do SUS (Sistema Único de Saúde) não é reajustada há 20 anos, o que é uma irresponsabilidade total."

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