Corte de emendas foi ação 'autoritária', diz Guerra

O presidente nacional do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra (PE), classificou hoje como uma ação "autoritária" e "preconceituosa" a decisão do governo de cortar R$ 18 bilhões em emendas de parlamentares, como parte do anunciado pacote de contenção de despesas da ordem de R$ 53,6 bilhões.

EDUARDO KATTAH, Agência Estado

01 de março de 2011 | 18h42

Para Guerra, as emendas parlamentares costumam ser "demonizadas" pelo Executivo, o que, na prática, serve para aumentar "arbítrio do governo". "As emendas dos parlamentares são cortadas e as verbas dos ministros não são cortadas. Aumenta a centralização, o poder do Executivo, e diminui de maneira dramática o poder do Legislativo. No fundo é um preconceito contra o que vem dos parlamentares", reclamou, após um encontro com o governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB).

"Tem que separar o joio do trigo. Tem muita coisa importante que é feita através de emendas e muita coisa que se faz através de emendas e que não deveria ser feito". Incomodado com o que chamou de desequilíbrio dos poderes em favor do Executivo, o presidente do PSDB deu pouca importância à redução de R$ 5,1 bilhões nos investimentos previstos no programa Minha Casa Minha Vida. Chegou a dizer que o governo "cortou moderadamente" os gastos previstos no programa habitacional. "O corte central é o que vem do Congresso".

Guerra foi além e apontou "autoritarismo" da presidente Dilma Rousseff. "A Dilma tem feito discursos bons, tem adotado algumas atitudes que nós elogiamos, mas a prática é muito autoritária. Não ouviu ninguém nessa questão do salário mínimo, passou por cima de todo mundo, rolo compressor, faz um corte desses, é preconceito puro", afirmou. "É uma ação autoritária, preconceituosa de um governo que realmente - é verdade o que o (José) Serra disse - produziu um calote naqueles que votaram nele".

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