Corrupção é 'problema endêmico', diz advogado-geral da União

Luís Inácio Adams destacou o processo de 'renovação' vivido pelo País, mas definiu problema como patologia

Agência Brasil,

26 de fevereiro de 2010 | 12h41

O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, disse nesta sexta-feira, 26, que considera a corrupção de um problema endêmico e permanente no país. "Cabe ao Estado e aos cidadãos exercerem a vigilância e o controle permanente contra essa patologia", afirmou Adams durante sua participação no programa Bom Dia, Ministro. Adams disse que a corrupção não problema exclusivo do Brasil e destacou que o País passa por um processo de "renovação".

 

Sobre a situação política no Distrito Federal, que levou à prisão do governador José Roberto Arruda, o ministro explicou que, se for decretada a intervenção pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a unidade federativa perderá autonomia administrativa.

 

"Com a intervenção, a União intervém no estado retirando a sua autonomia administrativa para preservar o respeito dos princípios democráticos previstos em lei. Para isso o STF identifica a causa para a intervenção, o presidente [Luiz Inácio Lula da Silva] designa o interventor, e os prazos", explicou.

 

Segundo o ministro, a situação mais complicada seria no âmbito do Legislativo local. "Para isso, não existem precedentes. Pode ocorrer desde a substituição da presidência da Casa como a própria substituição da Câmara Legislativa pelo Congresso Nacional", disse Adams.

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