André Dusek/Estadão
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Corrupção é prática individual, diz presidente da Petrobrás

Em cerimônia para receber de volta recursos desviados da estatal, Aldemir Bendine disse que a empresa passou a adotar processos mais rigorosos na relação com fornecedores; segundo ele, quem falhar será 'excluído de cadastro'

O Estado de S. Paulo

31 de julho de 2015 | 12h48

RIO - O presidente da Petrobrás, Aldemir Bendine, anunciou nesta sexta-feira, 31, que a estatal tornou mais rigoroso o processo de gestão de fornecedores. Em evento no qual recebeu uma devolução de recursos desviados, Bendine afirmou que a corrupção é uma prática individual, mas cabe às empresas criar mecanismos que impeçam danos à reputação.

"Fornecedores que falharem nessas condições serão excluídos de cadastro", afirmou Bendine. Segundo nota enviada pela Petrobrás à imprensa, seus fornecedores deverão agora prestar informações detalhadas sobre estrutura, finanças e mecanismos de conformidade e combate à fraude e à corrupção, entre outros itens, sendo avaliadas pelo processo conhecido como "due diligence" de integridade.

De acordo com Bendine, o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) têm contado com "irrestrita e incondicional" colaboração da Petrobrás. "Não aceitaremos passivamente o papel de vítima. Fomos vítimas de pessoas que usaram seus cargos para obter benefícios", disse o presidente da Petrobrás. 

Na nota à imprensa, a Petrobrás informou ainda que a revisão da situação dos fornecedores começará pelas empresas bloqueadas de modo cautelar em função das evidências levantadas pelas investigações da Operação Lava Jato. "Paralelamente, são avaliadas aquelas em processo de renovação ou em fase de inclusão no cadastro corporativo. Os novos contratos serão assinados junto a fornecedores que tenham sido aprovados no novo modelo de análise de integridade", diz a nota.

Segundo a Petrobrás, as empresas que se mantiverem em seu banco de fornecedores darão à companhia a prerrogativa de realizar auditorias em seus padrões de integridade e de combate à fraude e à corrupção. 

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