Corrige: Plínio diz que NE sofre regressão colonial

Faltavam informações na matéria anterior. Segue a correta:

ANGELA LACERDA, Agência Estado

20 de setembro de 2010 | 23h23

O candidato do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, roubou a cena na noite de hoje durante debate promovido pelo SBT/TV Jornal, em Recife. Com a ausência da petista, Dilma Rousseff, que alegou "problemas de agenda", ele afirmou que o Nordeste sofre um processo de regressão colonial e disparou contra os adversários Marina Silva (PV) e José Serra (PSDB) a cada pergunta ou comentário.

Ao levantar a questão da transposição do Rio São Francisco, acusou Marina Silva de ter deixado de cumprir o que deveria, quando foi ministra do Meio Ambiente: "Frear um projeto nefasto para o Nordeste, exclusivo para atender à agroindústria". Disse que o rio está assoreado e que Marina abandonou o bispo de Barra (BA), Dom Luiz Cáppio, que fez greve de fome contra o projeto.

Para Serra, Plínio afirmou que o maior problema do Nordeste, é "político". "É a oligarquia que comanda o Brasil há 500 anos, tem representantes em Brasília e sufoca a região (Nordeste)", observou citando Fernando Collor, José Sarney e Renan Calheiros - que segundo ele estariam apoiando a candidatura do tucano. Serra, fez a correção lembrando que "todos os citados estão com Dilma", mas Plínio não se deu por derrotado. Afirmou que "o PSDB tem um monte de coronéis no Nordeste comandando".

O tucano José Serra lamentou a ausência de Dilma. E é justamente no Nordeste que o presidente Luis Inácio Lula da Silva tem seu maior percentual de aprovação, atingindo índices de 82% de acordo com pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, publicada no último mês de agosto. A petista tem, de acordo com os números da última pesquisa Datafolha, 65% das intenções de voto na região, contra 18% de Serra e 7% de Marina.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.