Corrente majoritária do PT recua sobre eleição no partido

Antes aberta à escolha direta, Construindo um Novo Brasil defende pleito indireto por meio de delegados para escolha da direção da legenda

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

09 de novembro de 2016 | 14h44

Pressionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a corrente majoritária do PT, Construindo um Novo Brasil (CNB), decidiu recuar e aceitar a eleição indireta da próxima direção nacional do partido, por meio de delegados, no 6.º Congresso Nacional do partido.

A decisão foi tomada no início da tarde desta quarta-feira, 9, em plenária nacional da CNB realizada no Sindicato dos Bancários, em São Paulo, e será levada para a reunião de Lula com representantes de todas as correntes do PT ainda hoje. Até então, a CNB defendia que a nova direção fosse eleita por meio de um Processo de Eleições Diretas (PED), como determina o estatuto petista.

Já o Muda PT, que reúne as cinco maiores correntes de esquerda do partido e a maior parte da bancada na Câmara, é a favor da escolha da nova cúpula por meio de delegados no 6° Congresso. Pela proposta, o PED será realizado apenas para eleição dos diretórios municipais que, por sua vez, escolhem delegados para os congressos estaduais, nos quais serão definidos os representantes para o 6º Congresso Nacional. A disputa agora é em torno da profundidade da reformulação do PT.

O presidente nacional da legenda, Rui Falcão, propôs, com apoio do Muda PT, que o 6º Congresso tenha plenos poderes para, além de escolher a direção, determinar mudanças na forma de organização partidária, programa e até punições a petistas envolvidos em escândalos de corrupção. A proposta aprovada pela CNB prevê que o 6º Congresso seja limitado, com uma pauta predeterminada. 

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