Correios procuram parceiros para instalação de novas lojas

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) iniciará amanhã o processo de escolha de 3 mil pequenas e médias empresas que queiram instalar lojas de conveniência dos Correios em seus estabelecimentos. Segundo o ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, o sistema permitirá que os Correios atinjam densidade de uma loja para cada 17 mil habitantes, ao invés dos atuais 20 mil habitantes. O presidente da empresa, Hassan Gebrin, disse que a expectativa é de que em 6 ou 7 anos esta densidade seja reduzida para 13 mil habitantes. A expansão dos serviços, no entanto, se dará basicamente com a parceira privada. "Não é política dos Correios, a partir de agora, construir novas agências próprias em cidades com menos de 50 mil habitantes", explicou o presidente. Nesta primeira etapa serão licitadas 184 licenças em capitais e grandes cidades, e em dezembro haverá nova licitação com mais 125 licenças, totalizando 309 no ano. A empresa espera contar com 1.109 lojas de conveniências em funcionamento já no fim de 2002. A estimativa é de que cada loja custará R$ 20 mil para ser implantada, incluída a licença, de R$ 5 mil. Cada loja terá dois funcionários, a serem contratados pelo próprio lojista. Segundo Pimenta da Veiga, as papelarias e lojas de revistas têm mais afinidade com o negócio, mas as lojas poderão ser instaladas em outros tipos de estabelecimento. Com o modelo de parceria é possível reduzir os custos globais dos serviços. O custo estimado de instalação destas 3 mil agências, em torno de R$ 60 milhões, subiria para mais de R$ 100 milhões, caso fossem estabelecimentos próprios dos Correios. "Em primeiro lugar, não poderíamos funcionar com outras atividades", argumentou Gebrim. Os empresários licenciados serão remunerados pelos Correios com um valor fixo mensal ou com uma participação no faturamento da loja, em torno de 16%. Os pontos farão todos os serviços que são encontrados nas agências normais dos Correios. Os empresários que já são franqueados da empresa poderão também participar das licitações, respeitado o limite de duas lojas por pessoa jurídica. Gebrim anunciou ainda que no próximo ano haverá licitações para lojas maiores, que prestarão serviços de atacado, voltadas ao atendimento de empresas.

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