Corregedor sinaliza investigação de suplente de Roriz

O corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), sinalizou nesta sexta-feira, 6, que deve instaurar uma investigação na Casa sobre o suplente de Joaquim Roriz, Gim Argelo (PTB-DF), caso ele assuma o posto do antecessor. Argello é investigado pelo Ministério Público por suspeita de corrupção, grilagem, sonegação de impostos e improbidade administrativa. Tuma disse que conversou com o juiz que cuida do caso de Gim Argello, Roberval Belinati, da 1ª Vara Criminal de Brasília, e contou que o magistrado enviará o processo ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso o petebista assuma a cadeira no Senado.Belinati é responsável pelo processo resultante da Operação Aquarela, que investiga um esquema de desvio de recursos do Banco de Brasília (BRB). "O Congresso tem obrigação de lutar para que essa Casa não vire um abrigo permanente de alguns marginais, sem querer ofender, que têm praticado traição à população", disse Tuma a jornalistas. "Se ele, juiz, diz que imediatamente após a posse ele manda toda a documentação referente ao comportamento anti-ético (de Gim Argello) ao Supremo, é porque, em tese, o crime foi praticado", declarou. Roriz Governador do Distrito Federal por quatro mandatos, Joaquim Roriz (PMDB) renunciou a seu mandato na quarta-feira para evitar um processo no Conselho de Ética que poderia culminar na cassação do mandato e na sua inegibilidade por oito anos a contar do fim do mandato para o qual foi eleito em 2006. Roriz, que tem 70 anos de idade, permaneceria no posto até 2014 e, se cassado, ficaria fora das disputas até as eleições majoritárias de 2022, quando teria 86 anos de idade. Ele é acusado de ter combinado a partilha de 2,2 milhões de reais com o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Tarcísio Franklin. Roriz afirma que se trata de um empréstimo concedido pelo dono da Gol, Nenê Constantino, e que não envolvia dinheiro público.(Colaborou Rosa Costa, do Estadão)Texto atualizado às 14h28

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