Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Corregedor do Senado está com imagens de votação suspeita de fraude

No último sábado, primeira votação da Casa precisou ser refeita por causa de uma cédula extra na caixa de deposição dos votos

Renan Truffi e Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

08 de fevereiro de 2019 | 19h42

BRASÍLIA – O corregedor do Senado Federal, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), disse ao Estadão/Broadcast que já está com as imagens das câmeras de segurança da Casa que registraram a votação para a escolha do presidente do Senado, realizada no último dia 2. No pleito, havia um voto a mais depositado na urna do que o número de parlamentares. Esta votação foi anulada e a seguinte elegeu Davi Alcolumbre (DEM-AP) presidente do Senado.

Rocha adiantou que não há interrupção nas imagens, ou seja, não houve adulteração. Havia uma especulação de que os vídeos que registraram a sessão tinham sido apagados. Acredita-se que eles possam trazer alguma pista de como o voto a mais foi parar na urna.

"Estou orientando o pessoal do meu gabinete para já começar a examinar as imagens junto da Polícia Legislativa. A polícia tem um equipamento que ajuda a examinar, mas são horas e horas de gravação", afirmou. "Se fosse só de uma câmera já seria muito trabalho, mas são várias câmeras da polícia e várias câmeras da TV Senado. Isso dá um trabalhão porque a gente vai examinar o momento do voto de cada um dos 81 senadores", complementou.

Rocha está coordenando a investigação sobre o caso. Do partido de Jair Bolsonaro, Major Olímpio (PSL-SP) protocolou requerimento de investigação. No protocolo, o major pediu “apreensão dos vídeos da sessão para investigação e a concessão de cópias”. 

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