Correção:PMDB prepara programa 'moderado' de governo

A nota enviada anteriormente contém uma incorreção no primeiro parágrafo. O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, não participou da reunião do PMDB. Quem estava no encontro era o deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS). Segue o texto corrigido:

DENISE MADUEÑO, Agencia Estado

18 de março de 2010 | 15h09

O PMDB pretende elaborar um programa de governo para a disputa da Presidência da República, em aliança com o PT, que sirva de contraponto ao que considera "radicalismo" das propostas petistas. Na reunião dos responsáveis pela preparação do programa, as palavras de ordem foram "equilíbrio e moderação". Estiveram reunidos hoje os ministros peemedebistas Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, e Nelson Jobim, da Defesa, o presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), o líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), e o ex-ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger. O deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS) também participou do encontro.

A ideia é elaborar um texto sintético, objetivo, com diretrizes claras e que traga o programa do PT para uma posição de centro. Até o dia 12 do próximo mês, o grupo vai apresentar as propostas que serão sistematizadas em um texto básico a ser enviado aos diretórios regionais, para a apresentação de sugestões. O texto final da proposta será fechado no dia 4 de maio e será submetido à aprovação do congresso do partido no dia 8 de maio.

No Congresso que aclamou a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata petista, no mês passado, o PT aprovou as diretrizes do programa com um viés à esquerda. É isso que o PMDB pretende anular apresentando um programa mais à direita para que o resultado final seja o que os peemedebistas estão chamando de "moderado".

O programa do PT prega, por exemplo, a ampliação do papel do Estado na economia, o combate ao monopólio dos meios de comunicação, a cobrança de impostos sobre grandes fortunas, uma jornada de trabalho de 40 horas semanais sem redução de salário, apoio ao polêmico Plano Nacional de Direitos Humanos e a atualização dos índices de produtividade para efeito de reforma agrária.

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