Correção: Serra diz que PSDB vai processar Pagot

A nota enviada anteriormente contém uma incorreção na declaração de José Serra. No segundo parágrafo, em vez de "Se for proibido participação de quem tem gente com envolvimento nesses esquemas, o PT não poderia disputar a eleição, porque foram eles que comandaram (o esquema do mensalão)", o correto é: "Se for proibido para partidos que têm pessoas que estão no processo, o PT não poderia nem disputar eleição, porque ele que coordenou e que comandou a organização desse chamado mensalão". Segue o texto corrigido:

GUILHERME WALTENBERG, Agência Estado

04 Junho 2012 | 18h15

O pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, afirmou na tarde desta segunda-feira que seu partido pretende entrar na Justiça contra o ex-chefe do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) Luiz Antonio Pagot, em razão das denúncias que ele fez, em entrevista divulgada neste final de semana pela revista IstoÉ, com acusações a políticos do PSDB, PT e DEM de buscar dinheiro no órgão que dirigiu para pagar dívidas de campanha e fazer caixa 2. "É um absurdo completo. Vamos entrar na Justiça (contra Pagot)", afirmou Serra, após cerimônia que referendou o apoio do Partido da República (PR) à sua campanha na capital paulista.

Após receber o apoio formal do PR, o tucano foi questionado sobre as acusações que pesam sobre o presidente nacional dessa legenda, senador Alfredo Nascimento (AM), que deixou o Ministério dos Transportes em razão de suspeita de envolvimento em um suposto esquema de superfaturamento em obras contratadas por essa Pasta, numa espécie de mensalão. "Se for proibido para partidos que têm pessoas que estão no processo, o PT não poderia nem disputar eleição, porque ele que coordenou e que comandou a organização desse chamado mensalão" , alfinetou o tucano. E, em seguida frisou: "Nós fazemos alianças com partidos. Qualquer acusação será julgada na Justiça".

Ao comentar a aliança dos tucanos com o Partido da República (PR) na capital, Serra destacou como principais vantagens nesse acordo, a força da bancada de vereadores, o tempo de TV da legenda, de cerca de um minuto e meio, além da presença ativa da sigla na Câmara Municipal. "Estamos juntando esforços para competir nessas eleições", disse José Serra. Além de Serra e Nascimento, a cerimônia de apoio do PR ao PSDB na capital contou também com as presenças do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do prefeito da Capital, Gilberto Kassab (PSD) e do deputado federal Tiririca (PR), dentre outros.

Tiririca, que foi o deputado federal mais votado nas eleições passadas, falou do apoio de seu partido a José Serra nessas eleições municipais. "A escolha foi muito boa, não precisa de explicação, ele (Serra) é um argumento em pessoa. Vamos para a rua, vamos para as casas (fazer campanha pelo tucano)". Indagado se iria atuar na campanha tucana vestido de palhaço, que foi a maneira como angariou votos para a Camara dos Deputados nas eleições gerais de 2010, ele frisou: "Isso quem vai decidir é o partido". E complementou: "Na Câmara, eu sou o único palhaço profissional".

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