Correção: País precisa de estrategista, não de gerentões

A nota enviada anteriormente contém uma incorreção. A senadora Patrícia Saboya (PDT) disputa uma vaga de deputada estadual, e não federal. Segue o texto corrigido:

CARMEM POMPEU, Agência Estado

17 Julho 2010 | 17h10

A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, disse, hoje, durante entrevista coletiva, em Fortaleza, que seus adversários Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) possuem características de "gerentes" e não de "estrategistas". A candidata citou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e o presidente Lula (PT) como exemplos de estrategistas. "Tivemos um presidente sociólogo que era um estrategista. Depois um presidente operário que também tem essa visão de estratégia. Não são gerentões. O Brasil precisa ainda de alguém com essa característica e não de um gerentão", afirmou Marina.

Por diversas vezes, Marina Silva afirmou que não atacaria seus adversários com mentiras e que manteria o debate no campo das ideias. "Não vou falar mentiras sobre meus adversários", disse. Defendendo a candidatura dela, Marina afirmou ainda que o País não precisa de alguém que seja contra totalmente o projeto de governo atual e nem que seja complacente com o mesmo. "O presidente Lula não precisa de um opositor e nem de um continuador. Precisa de um sucessor".

De manhã cedo, a candidata conversou com militantes no auditório do Hotel Praia Centro. Entre os presentes, estava a senadora Patrícia Saboya (PDT), ex-mulher de Ciro Gomes (PSB). Mesmo tendo seu partido fechado apoio à candidata Dilma Rousseff (PT), Patrícia, que disputa uma vaga de deputada estadual, declarou votar em Marina Silva.

Também de um partido que apoia Dilma, o pastor Pedro Ribeiro (PR), candidato a deputado federal, não só declarou voto na candidata do PV como também disse que iria trabalhar para elegê-la presidente.

Marina convidou os dois (a senadora e o pastor) para formar um comitê supra-partidário no Ceará.

Em seu discurso, Marina lembrou que o PV tem mais candidatos disputando os governos estaduais. "São onze ao todo. Para fortalecer nosso palanque nos estados", informou. Ela também citou Chico Mendes, afirmando que mais que uma campanha, a candidatura dela representa um movimento.

Depois, Marina seguiu para o Cariri cearense, onde à tarde visitará a exposição agropecuária do Crato e, à noite, segue para Teresina, no Piauí.

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