Correção: Mulher de Cachoeira ameaçou juiz, diz MP

A nota enviada anteriormente contém uma incorreção. Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, não está preso. Condenado a 39 anos e 8 meses, por corrupção ativa e peculato, em 2012 ele ficou nove meses preso preventivamente. Segue texto corrigido:

MARÍLIA ASSUNÇÃO, ESPECIAL PARA A AE, Agência Estado

04 de julho de 2013 | 20h26

A empresária Andressa Alves de Mendonça, mulher de Carlos Augusto Cachoeira, o Carlinhos Cachoeira foi denunciada na quarta-feira, 3, pelo Ministério Público à Justiça Federal de Goiás.

Segundo os procuradores Daniel Resende Salgado e Raphael Perissé, ela ofereceu vantagem ao juiz federal Alderico Rocha Santos para tentar libertar seu então noivo Cachoeira. Acusado de comandar um amplo esquema ilegal de jogos de azar que se estendeu a vários Estados, Cachoeira foi preso pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo, deflagrada pela PF em fevereiro de 2012.

Na denúncia, Andressa foi acusada ainda de praticar violência e grave ameaça "com vontade livre e consciente" na conversa com o juiz Alderico, que a recebeu em 26 de julho, quatro meses após a operação da PF.

Nesse encontro, o juiz Alderico não chegou a determinar sua prisão em flagrante, segundo contou, por estar em dúvida, visto que não foi feita uma clara oferta em dinheiro. Ainda assim, ele comunicou o episódio à PF, para a qual o crime estava configurado. Disse que, em seu gabinete, ela insistiu em falar a sós dizendo que sabia de um dossiê a respeito dele. Exibiu um papel com vários nomes (que a PF periciou depois) - Luis Pires, Maranhense e Marcelo Miranda.

O Ministério Público fez a investigação e ofereceu a denúncia na segunda-feira, 1º. A decisão de abrir ação penal cabe agora à Justiça Federal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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