Correção: Justiça bloqueia bens de suspeitos de integrar esquema de cartel dos trens

Ao contrário do anteriormente informado, a Justiça determinou o bloqueio de bens de suspeitos de envolvimento no caso Alstom e não dos bens da empresa. A versão abaixo foi corrigida.

Alterado em 08.11, às 16h16, FAUSTO MACEDO

07 de novembro de 2013 | 20h48

 

A Justiça Federal brasileira decretou nesta quinta-feira, 7, o bloqueio de R$ 56,45 milhões em bens de suspeitos de atuar em um cartel da multinacional francesa Alstom formado para obter contratos metroferroviários de estatais paulistas entre 1995 e 2008, nas gestões dos governadores do PSDB Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin.

A informação foi divulgada na noite desta quinta-feira pela Polícia Federal, que pediu o bloqueio. A PF investiga o esquema de cartel e pagamento de propinas envolvendo a Alstom e ex-dirigentes de estatais das áreas de energia e transportes públicos nos governos do PSDB no Estado de São Paulo, entre 1995 e 2008.

Segundo a PF, cinco pessoas físicas tiveram seus bens bloqueados, sendo três ex-diretores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Também foram alcançados pela medida três pessoas jurídicas, "duas delas suspeitas de terem sido utilizadas para a prática dos crimes".

A PF informa que o bloqueio alcança valores em contas bancárias, títulos de investimento e ações pertencentes a investigados por crimes de corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro relativos às licitações do metrô de São Paulo e da CPTM.

O pedido da PF se baseia em documentos enviados pela Suíça ao Brasil no âmbito de pedido de cooperação internacional.

Os documentos chegaram ao Brasil em fevereiro de 2011, mas nenhuma providência foi tomada pelo Ministério Público Federal - o procurador da República, Rodrigo de Grandis, então responsável pelo caso, está sob investigação do Conselho Nacional do Ministério Público.

Em setembro, a PF recebeu cópias da documentação enviada pelos procuradores da Suíça

A PF representou à Justiça Federal pelo bloqueio dos valores "com o objetivo de garanti o ressarcimento do Estado e da sociedade".

Tudo o que sabemos sobre:
AlstomJustiça

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.