Correção: irmão de senadora suspeito de trabalho escravo

A nota enviada ontem contém uma incorreção. O Ministério do Trabalho informou que André Luiz de Castro Abreu não é servidor da pasta. Segue matéria corrigida.

CÉLIA BRETAS TAHAN, Agência Estado

31 de agosto de 2012 | 15h58

O irmão da senadora Kátia Abreu (PSD-TO), André Luiz de Castro Abreu, é apontado como proprietário da Fazenda Água Amarela, em Araguatins, onde havia 56 trabalhadores em condições análogas a de escravos. A senadora, líder ruralista no Congresso, preside a Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA).

O resgate dos trabalhadores foi feito pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), dia 27, após denúncia da Polícia Federal (PF). De acordo com as investigações da PF, a fazenda pertence à Ferro Gusa do Maranhão Ltda. (Fergumar) e os serviços de corte de eucalipto e produção de carvão eram terceirizados, estando a cargo da RPC Energética.

Na RPC, consta como proprietário Adenildo da Cruz Souza, que seria "laranja". A empresa era comandada, por meio de procuração, por Paulo Bernardes da Silva Júnior, o verdadeiro dono, juntamente com Abreu, apurou a PF.

Os trabalhadores, recrutados no Maranhão, viviam em alojamentos precários, sem água potável e sem fossa sanitária. Eram transportados na carroceria de um caminhão por motorista sem habilitação e cumpriam regime de dez a onze horas, com intervalo de apenas 15 minutos para almoço. Os 56 resgatados vão receber indenização de R$ 72,4 milhões, além de seguro-desemprego.

André Luiz de Castro Abreu divulgou nota contestando a informação de que seria proprietário da Fazenda e negou também ser sócio da empresa RPC Energética, mas apenas o fornecedor por alugar dois tratores e uma carregadeira.

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