Correção: Dilma anuncia investimentos em saneamento

A matéria enviada anteriormente contém uma incorreção no título: o anúncio dos investimentos foi feito em Brasília e não em Belo Horizonte.

RICARDO DELLA COLETTA E RAFAEL MORAES MOURA, Agência Estado

24 de outubro de 2013 | 13h56

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira, 24, seu governo investiu R$ 39 bilhões em saneamento. "Vamos continuar investindo sistematicamente", disse a presidente, durante cerimônia, durante cerimônia de anúncio de investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2) para pavimentação e saneamento, no Palácio do Planalto.

Sobre a outra área contemplada hoje, a presidente afirmou que considera investimentos em pavimentação "legítimos" e defendeu parcerias do governo federal com as prefeituras nesse campo, sobretudo em cidades com até 50 mil habitantes. "Lá estão mais de 90% dos municípios no País", justificou.

Ela reconheceu na cerimônia que o Brasil está "muito aquém" quando o assunto é saneamento e destacou que, só para o setor, o governo aprovou 310 propostas, que somam mais de R$ 10 bilhões.

Dilma disse ainda que o governo precisa atuar em várias áreas, mas "tendo um foco". "Isso vai de saneamento a petróleo, vai de médico a pavimentação, mas tem um foco", disse Dilma. "O foco é que nós temos que garantir qualidade de vida para a população, e isso significa serviços públicos e infraestrutura para ela", afirmou. "Por isso temos que utilizar os recursos deste País em prol dessa população".

Bem-sucedido

Dilma lembrou que na segunda-feira houve um "acontecimento histórico" no País, o leilão do Campo de Libra, classificado pela presidente como "bem-sucedido". A presidente disse que há cerca de cinco anos essa área foi perfurada pela Petrobras e que se descobriu que o campo tinha petróleo de "alta qualidade". "Ele faz parte de uma mudança na forma de organizar a questão do acesso a petróleo no Brasil", disse a presidente, durante cerimônia de anúncio de investimentos do PAC 2 em pavimentação e saneamento.

A presidente fez uma defesa do modelo adotado para a exploração do campo de Libra, de partilha. Segundo ela, o modelo anterior, de concessão, é usado quando existe risco na operação, o que não é o caso de Libra. A participação neste modelo é de 75% para o estado brasileiro e de 25% para as empresas.

O modelo, defendeu Dilma, é de pouco risco pelas empresas, que estão familiarizados com este modelo por ele ser utilizado em outros países que têm reservas semelhantes. "Nós sabemos o que este campo (Libra) vai gerar em 35 anos", disse Dilma. "Em torno de R$ 1 trilhão, que ficará com a União. Por isso foi um sucesso".

Ela também disse que as maiores empresas de petróleo do mundo fazem parte do consórcio que arrematou Libra, e criticou o que chamou de "xenofobia" em relação às duas petroleiras chinesas, citando que elas são grandes importadoras de petróleo e "controlam os fluxos comerciais, e tem muitas reservas". "Uma coisa é importante: a maioria da receita do campo de Libra vai ser destinada para o Brasil e para os brasileiros".

Ao exaltar o resultado do leilão do Campo de Libra, a presidente Dilma Rousseff disse há pouco que, com a exploração do pré-sal, o governo federal será pago em petróleo, o que será transformado em "educação e saúde de qualidade".

Passaporte

"Seremos pagos em petróleo. O governo federal também quer petróleo, seremos pagos em excedente de óleo, comercializável pela Petrobras para a nação brasileira, isso será transformado em educação e saúde de qualidade. Nós todos sabemos aqui, sabemos que todas as prestações de serviço na área de educação vão exigir novos investimentos. Esses novos investimentos agora têm fonte", discursou Dilma.

"Por isso que agora podemos falar que temos passaporte para o futuro, notadamente no que se refere à educação. Podemos garantir ao País a partir desse campo e de outros que virão educação de qualidade."

Mais Médicos

Dilma também aproveitou o discurso para elogiar a aprovação pelo Congresso Nacional da medida provisória que institui a MP do programa Mais Médicos, uma das vitrines de sua administração.

"Foi um momento excepcional a aprovação do Mais Médicos. Entre a divulgação do programa e a aprovação da lei fizemos isso em torno de três meses. E isso vai significar um melhor atendimento aos municípios e aos Estado no que se refere à saúde do País", afirmou, sendo interrompida por aplausos.

A presidente destacou que o programa vai levar médicos para as periferias das grandes cidades, para as Regiões Norte e Nordeste e beneficiar a população quilombola.

"Quando nós esgotamos uma etapa, nós temos de começar outra, sempre será assim no que se refere à qualidade dos serviços públicos", afirmou Dilma. Para a presidente, o Mais Médicos é um "passo à frente na questão da saúde".

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