Correção: Brasileiros no Timor só poderão voltar na 4ª

A nota enviada anteriormente tinha um erro. O cargo de Helmut Schwarzer é "secretário de Previdência Social", e não "secretário de Previdência Complementar", como informado anteriormente. Segue a nota corrigida:Somente na quarta-feira os funcionários do governo brasileiro que se encontram no Timor Leste - país que está mergulhado desde ontem numa grave crise política - poderão retornar ao Brasil. Além do secretário executivo do ministério, André Figueiredo, e do chefe da Assessoria Internacional do ministério, Pedro Amaral Vieira, também está no Timor o secretário de Previdência Social, Helmut Schwarzer, que contou ter havido uma tentativa de antecipar o vôo dos três funcionários mas, diante do reduzido número de vôos (há apenas dois vôos diários), eles só poderão sair do país na quarta-feira. "A tentativa de antecipar liberaria o governo de se preocupar com a nossa segurança. Seríamos então um problema a menos para eles neste momento", afirmou Helmut Schwarzer. André Figueiredo disse que eles se encontram no hotel em Díli impedidos de sair para a rua porque foi decretado estado de emergência. Ele avaliou que os três estão se sentindo seguros porque há uma equipe da força de segurança portuguesa e da Organização das Nações Unidas (ONU) que os estão protegendo. Figueiredo, Vieira e Schwarzer encontram-se no Timor Leste representando do governo brasileiro na 8ª. Reunião dos Ministros do Trabalho e Assuntos Sociais da Comunidade de Países de Língua Portuguesa. O evento seria realizado do dia 9 até o dia 13. O país entrou em crise política depois que o presidente de Timor Leste, José Ramos-Horta, foi gravemente ferido ao ser baleado ontem dentro de sua casa em Díli por soldados rebeldes. O primeiro-ministro do país, Xanana Gusmão, escapou ileso de outro atentado e analistas prevêem uma nova fase de violência e instabilidade na ex-colônia portuguesa no Sudeste Asiático. O Timor conseguiu sua independência em 2002. O presidente, que dividiu o Prêmio Nobel da Paz de 1996 com o bispo Carlos Belo, é um dos maiores símbolos da luta não violenta dos timorenses contra a ocupação indonésia que durou mais de 20 anos. Segundo informações do Ministério das Relações exteriores, 220 brasileiros vivem hoje no Timor Leste.

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