Corpos podem ser liberados no sábado, diz líder do PSB na Câmara

Equipe do Instituto Médico Legal segue trabalho de recolhimento do material genético das famílias das vítimas do acidente de avião

Rafael Italiani , O Estado de S. Paulo

14 de agosto de 2014 | 14h19

SÃO PAULO - O líder do Partido Socialista Brasileiro (PSB) na Câmara, o deputado Beto Albuquerque, disse que todos os corpos serão liberados do Instituto Médico Legal (IML) juntos e que, em uma previsão mais otimista, isso acontecerá no sábado, 16. No final da manhã desta quinta-feira, 14, ele esteve no instituto acompanhado de Fernando Bezerra Coelho, candidato ao senado por Pernambuco, Paulo Câmara, que concorre ao governo do Estado, e o deputado federal mineiro Julio Delgado, todos pessebistas.

O secretário estadual de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira está no local.  Nenhum parente de Eduardo Campos foi ao IML. O candidato e ex-ministro Alexandre Padilha (PT) também foi ao IML. "O Eduardo Campos é como se fosse um irmão mais velho meu, meu amigo desde a época do governo (federal)", afirmou Padilha. "A gente era um parte das novas lideranças do governo Lula. Vim aqui a pedido de familiares e colegas de governo que estão aqui junto conosco."

O diretor do IML, Ivan Miziara, disse que a maior parte do trabalho de identificação dos corpos será feita comparando o material genético das famílias com as informações coletadas nos restos mortais das sete vítimas. "A grande maioria dos fragmentos já chegou. O grosso do material analisado, os restos mortais, a comparação vai ser feita por exame de DNA", disse.

Por enquanto, os peritos estão agrupando partes dos corpos em áreas determinadas para depois fazer os exames. Ele ainda afirmou que sem o DNA "daria para fazer (o reconhecimento) mas levaria muito mais tempo. Os materiais genéticos das famílias do piloto Marcos Martins e do assessor Pedro Almeida Valadares Neto foram colhidos no IML pela manhã. O diretor do instituto disse que só falta o perfil genético do copiloto Geraldo da Cunha.

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