'Corpo podre', administração passa por 'ressonância' da Lava Jato, diz ministro do STJ

João Otávio de Noronha defendeu operação da PF e o juiz federal Sérgio Moro no comando dos processos judiciais

Vinicius Neder, O Estado de S. Paulo

20 de junho de 2016 | 12h02

RIO - O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) João Otávio de Noronha defendeu nesta segunda-feira, 20, o trabalho da força-tarefa da operação Lava Jato, com cooperação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF), e com o juiz federal Sérgio Moro no comando dos processos judiciais. O trabalho coordenado, na visão dele, ajuda a combater os problemas existentes na administração do País.

"O que eles estão fazendo é uma ressonância nesse corpo podre que é a administração brasileira", afirmou Noronha. O ministro rebateu as críticas que são dirigidas à condução da operação. Noronha frisou que todas as decisões de Moro, em primeira instância, são passíveis de recursos, e que a imprensa acompanha o caso, ampliando o controle social sobre o andamento das investigações.

Noronha também defendeu o critério usado para os acordos de leniência com as empreiteiras envolvidas em irregularidades. "O Marcelo Odebrecht pode voltar a contratar com o setor público? Óbvio que não", disse o ministro do STJ.

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