Corpo do ex-diretor do Jornal do Brasil é cremado

O corpo do ex-diretor-executivo do Jornal do Brasil Manoel Francisco do Nascimento Brito foi cremado hoje no Memorial do Carmo do cemitério do Caju, na zona portuária do Rio. A cremação durou cerca de uma hora e foi acompanhada pela família e alguns amigos mais próximos da família.Nascimento Brito morreu às 7h40 de sábado, aos 80 anos, vítima de falência cardíaca, depois de passar 19 dias internado no hospital Copa D´Or, por causa de um acidente vascular cerebral. Suas cinzas serão depositadas no mausoléu da família no cemitério São João Batista. Segundo a filha Maria Isabel Brito, ainda não há data prevista para o enterro. Nesta segunda-feira, as cinzas deverão ser entregues à família.Durante 52 anos, o empresário formado em direito comandou o Jornal do Brasil. Ele esteve à frente da reformulação do jornal na década de 50 e transformou-o em um dos mais modernos periódicos brasileiros da época.Ao velório estiveram presentes o prefeito do Rio, César Maia, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, o arcebispo emérito do Rio, dom Eugenio Sales, o presidente de honra da Fifa, João Havelange, e o vice-presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho. Durante o velório, dom Eugenio Sales celebrou missa de corpo presente.O religioso, que há 30 anos escreve colunas para o jornal, destacou a coragem pessoal como principal característica do ex-diretor-executivo da empresa e seu importante papel na resistência à ditadura militar, quando ajudou Sales a proteger e a libertar presos políticos. ?Durante o regime militar havia um entendimento nosso. Ajudou-me muito em muitas atitudes a serem tomadas. Foi um homem de coragem. Isso é importante se aplicado para o bem?, disse dom Eugenio Sales.O presidente de honra da Fifa, João Havelange, amigo de infância de Nascimento Brito, a quem se refere como Maneco, classificou-o como um ?orientador?. Havelange, de 87 anos, afirmou que o Jornal do Brasil é lido em sua casa há um século, já que era o jornal preferido por seu pai. ?Perdi mais do que um amigo. Perdi um irmão. Maneco foi um paladino do jornalismo brasileiro, principalmente, numa época de muita perseguição à imprensa. Me acostumei e lê-lo e a seguir sua orientação. Foi a perda não só de um amigo, mas de um homem de cultura, de saber, de um orientador que sempre tivemos.?

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