Marcos de Paula/AE
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Corpo de Itamar Franco chega na Câmara Municial de Juiz de Fora

Cerca de 200 pessoas já aguardavam no local para participar de homenagem a ex-presidente e senador

Alfredo Junqueira, da Agência Estado,

03 de julho de 2011 | 07h42

O avião da Força Aérea Brasileira (FAB) que levou o corpo do senador e ex-presidente Itamar Franco de São Paulo a Minas Gerais na manhã deste domingo, 3, chegou ao aeroporto de Juiz de Fora (MG) pouco depois das 10h20. A aeronave decolou do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, às 9h15.

Um grupo de aproximadamente 200 pessoas se aglomerava em frente à Câmara Municipal de Juiz de Fora (MG), na Praça Henrique Halfeld, centro da cidade mineira, para participar do velório do corpo do senado e ex-presidente da República Itamar Franco. A população espera a abertura dos portões para poder ter acesso ao local, onde serão prestadas homenagens ao ex-presidente, que foi prefeito de Juiz de Fora em duas ocasiões.

A Polícia Militar cercou o local com alambrados e contará com 700 homens, espalhados pela praça e seu entorno, no apoio à cerimônia. Segundo os policiais militares, a expectativa é de que o corpo do ex-presidente siga do aeroporto em cortejo pela cidade.

Entre as autoridades previstas para participar do velório estão o vice-presidente da República, Michel Temer; o presidente do Senado, José Sarney; 18 senadores, entre eles Aécio Neves (PSDB-MG), e o governador do Estado de Minas Gerais, Antonio Anastasia.

Depois de Juiz de Fora, o corpo do ex-presidente seguirá para o Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, onde será velado na segunda-feira, 4, e depois cremado. As cinzas serão levadas para Juiz de Fora e colocadas no túmulo da mãe do ex-presidente. A Presidência da República decretou luto oficial por sete dias.

Baiano no registro civil, Itamar se tornou um dos mais destacados e comentados políticos mineiros das últimas décadas. Para o País, surgiu na eleição presidencial de 1989, como candidato a vice de Fernando Collor de Mello. Terminou por assumir a Presidência da República após o impeachment do ex-governador alagoano, com quem vivia às turras.

Mesmo entre os mais críticos, Itamar costumava ser reconhecido pela retidão ética. Igual reconhecimento ele sempre cobrou em relação ao legado da estabilidade do País. Econômica, com o lançamento do Plano Real durante seu governo, e política, com a transição bem sucedida após o desastroso desfecho da gestão Collor.

Com seu indefectível topete, o ex-presidente também chamou muita atenção pelo estilo intempestivo, muitas vezes enigmático. Protagonizou situações embaraçosas e embates memoráveis. Se dizia nacionalista e abusava era das referências às "montanhas de Minas". / Com Daiene Cardoso e Eduardo Kattah

Texto atualizado às 10h32

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