Fábio Motta/AE
Fábio Motta/AE

Corpo de Carlos Alberto Direito será enterrado às 17 horas

Ministro do STF, que lutava contra câncer, faleceu na madrugada desta terça-feria, no Rio de Janeiro

Marcelo Auler, de O Estado de S.Paulo,

01 de setembro de 2009 | 14h19

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (RJ e ES) recebeu no começo da tarde desta terça-feira, 1, a confirmação da vinda do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao velório do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Alberto Direito, falecido no Rio de Janeiro. Lula já tinha outras compromissos previstos para esta terça na cidade.

  

O corpo de Direito está sendo velado no segundo andar do Centro Cultural da Justiça Federal, antiga sede do STF, no centro. No local, estão a viúva, Vanda, os filhos - Gustavo, juiz de direito, Carlos Alberto Filho, advogado, e Luciana, promotora de Justiça no Rio -, além do ex-governador Moreira Franco, de quem Direito foi secretário de Educação, do ex-presidente do TJ, Murta Ribeiro, desembargadores, juízes federais e advogados.

 

 

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O presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e sua mulher, Guiomar, já passaram pelo Centro Cultural da Justiça Federal. Mendes estava acompanhado do presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB), do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e dos ministros do STF Cezar Peluso e Ricardo Lewandowski.

 

No velório, também estão presentes outros magistrados, como o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Luiz Sveiter, e o corregedor do Conselho Nacional de Justiça, Gilson Dipp. O ministro do STF Joaquim Barbosa chegou mais cedo, mas não quis dar declarações à imprensa sobre o colega falecido.

 

Câncer no pâncreas

 

O juiz Menezes Direito morreu durante a madrugada desta terça-feira, 1, no Hospital Samaritano. O ministro do STF chegou ao hospital no sábado com complicações no pâncreas por conta de um câncer e foi direto para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele precisou ser sedado e passou a respirar com a ajuda de aparelhos.

 

Menezes Direito estava de licença médica desde 21 de maio, quando foi submetido a uma cirurgia para retirada de um tumor no pâncreas. Após o procedimento, o ministro se recuperou e obteve alta, retornando para casa. Nas últimas semanas, voltou a passar mal e foi internado por duas vezes, quando recebeu transfusão de sangue. Segundo Gustavo Direito, o estado de saúde do pai se agravou e o ministro não resistiu.

 

 

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