Coronel Ubiratan desfila em São Paulo

A Revolução Constitucionalista de 9 de Julho de 1932 foi comemorada em São Paulo com um desfile em homenagem aos soldados veteranos. Após a entrega de medalhas, realizada pelo governador Geraldo Alckmin, o desfile foi iniciado por integrantes da tropa de Boinas Azuis. O coronel Ubiratan Guimarães, condenado a 632 anos de prisão pela morte de 102 presos, no episódio conhecido como o massacre do Carandiru, participou do desfile na parte dos civis. Ele havia sido impedido de participar no desfile da Polícia Militar, por ordem do comandante da PM, coronel Rui César Mello. "Há 40 anos participo do desfile, fui o comandante do Regimento da Cavalaria da PM entre 84 e 88. Além disso, sou um ex-comandante e sou um cidadão", afirmou Guimarães. Ao passar em frente o palanque onde estava o governador Alckmin e demais autoridades, Guimarães foi aplaudido pelo público presente. Guimarães desfilou a bordo de um automóvel do "Jeep Clube do Brasil". O massacre do Carandiru ocorreu em 2 de outubro de 1992. Guimarães foi condenado, mas entrou com recurso e espera o novo julgamento. Questionado pelos repórteres sobre a participação do coronel Ubiratan Guimarães, o governador Geraldo Alckmin disse que ele não desfilou entre os policiais militares do Estado, e sim entre civis - uma decisão que foge ao controle do governo. "Isso não é com o governo, é com a Justiça", disse.

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