Coronel é alvo de ação na Justiça

Oficial da Artilharia, o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra transformou-se no rosto mais conhecido do Destacamento de Operações de Informações (DOI) do 2º Exército (São Paulo). Criado em 1969 sob o nome de Operação Bandeirantes, o DOI paulista foi um modelo que se espalhou pelo País. Ustra o comandou de 1970 a 1974, reprimindo tanto as organizações que defendiam a volta das liberdades democráticas (PCB) quanto os grupos que aderiram à luta armada. Sob seu comando a guerrilha urbana foi esmagada - ocorreram 47 mortes e centenas de denúncias de tortura de presos.Em 1985, era adido militar no Uruguai quando foi reconhecido pela então deputada Bete Mendes como o homem que a havia torturado - Ustra nega. Seguiram-se dezenas de denúncias de ex-presos até que, em 2006, a família Teles - presa em 1972 - entrou na Justiça para pedir que o coronel fosse declarado torturador. Em 2008, a Justiça decidiu: Ustra é torturador. Pouco antes, o Ministério Público Federal entrara com ação civil para que ele fosse obrigado a ressarcir a União os gastos com indenizações por causa das ações ilegais do DOI. A legalidade da anistia aos militares foi questionada. Ustra recebeu apoio de militares, para quem ele é vítima dos "revanchistas de plantão".

, O Estadao de S.Paulo

01 de agosto de 2009 | 00h00

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