Divulgação/Câmara de Marília
Divulgação/Câmara de Marília

Coronavírus faz vereadores revogarem aumento nos próprios salários em Marília

Reajuste de 29% foi revisto após forte pressão popular

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

24 de março de 2020 | 09h28

SOROCABA – Depois de serem criticados pela população, os 13 vereadores de Marília, no interior de São Paulo, decidiram revogar o aumento de 29% que tinham concedido aos seus próprios salários. Em sessão sem público, na noite desta segunda-feira, 23, os vereadores reconheceram que o benefício poderia parecer uma afronta quando a maioria dos trabalhadores corre risco de desemprego devido à crise do coronavírus.

Com o aumento, o salário de cada vereador passaria de R$ 6,7 mil para R$ 8,6 mil. O salário do presidente da Câmara subiria de R$ 7 mil para R$ 9,6 mil. O reajuste foi aprovado na última sessão legislativa de 2019, quando o coronavírus ainda não havia entrado no cenário da saúde mundial.

Os vereadores favoráveis ao projeto alegavam defasagem nos salários. A lei autorizando o aumento foi publicada no dia 8 de janeiro de 2020. Os novos valores só seriam pagos à próxima legislatura, em 2021, mas os moradores começaram a se manifestar de forma contrária.

Os protestos aumentaram com a chegada do vírus à região – Marília tem 32 casos e uma morte em investigação. Devido ao clamor popular, seis dos oito vereadores que haviam aprovado o aumento entraram com pedido de revogação. Em sessão extraordinária, fechada para o público devido ao coronavírus, os vereadores decidiram por unanimidade tornar sem efeito o reajuste. Assim, os salários da futura Câmara, na legislatura de 2021 a 2024, terão os mesmos valores atuais.

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