REUTERS/Rahel Patrasso
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Coronavírus: centrais sindicais suspendem manifestações do dia 18

Entidades devem manter ações nos locais de trabalho; UNE defende mobilização pelas redes sociais

Bruno Nomura, O Estado de S.Paulo

13 de março de 2020 | 18h57

Centrais sindicais e movimentos sociais decidiram suspender as manifestações marcadas para a quarta-feira, 18. A medida segue a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de evitar aglomerações para evitar a propagação do coronavírus. Os protestos são contrários à agenda de reformas econômicas e pedem a revogação da lei do teto de gastos.

Grupos que organizavam atos favoráveis ao governo federal e críticos ao Congresso também decidiram suspender as manifestações do domingo, 15, a pedido do presidente Jair Bolsonaro.

Em reunião realizada na quinta-feira, 12, Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) propuseram o cancelamento dos atos. Em nota, as entidades pedem “severa cautela” para evitar a proliferação do Covid-19, mas defendem que os trabalhadores não deixem de lutar contra as “mazelas promovidas pelo governo Bolsonaro”.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) decidiu manter o calendário de mobilização para o dia 18, mas deve reavaliar a realização de atos públicos na segunda-feira, 16. A entidade afirmou que o governo precisa atuar para garantir a preservação dos empregos e a retomada da economia.

Nesta sexta-feira, 13, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) divulgou uma nota em que também suspende as manifestações convocadas para o dia 18. A entidade pede que os empregadores assegurem todos os direitos aos trabalhadores infectados pelo coronavírus que precisem ficar em isolamento domiciliar.

A União Nacional dos Estudantes (UNE) defendeu que, neste momento, a manifestação seja realizada pelas redes sociais e anunciou que deve organizar novos atos públicos com a contenção da pandemia. No Twitter, o presidente da UNE, Iago Montalvão, afirmou que as entidades precisam “mostrar responsabilidade com a saúde do nosso povo” e que não podem “ficar a reboque” das manifestações convocadas pelo presidente Bolsonaro para o dia 15 - que também foram suspensas.

As frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, em nota conjunta, cobraram a apresentação de um plano de emergência para enfrentar a crise do coronavírus e a suspensão da agenda de reformas, para que o poder público concentre seus esforços na saúde do povo brasileiro.

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