Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90
Reprodução/TV Brasil
Reprodução/TV Brasil

Bolsonaro volta a dizer que não há problemas entre governo brasileiro e China

Presidente afirmou que poderia ligar para Xi Jinping, presidente chinês; país asiático é o principal parceiro comercial do Brasil

Marlla Sabino, Felipe Frazão e Emilly Behnke, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2020 | 15h05

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro reafirmou, nesta sexta-feira, 20, que não existem problemas na relação entre o governo brasileiro e o chinês. A declaração, dada em uma videoconferência com empresários, vem na esteira de uma crise diplomática causada por uma postagem do deputado federal e filho do presidente, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

"Não existe uma palavra contra a China desde que assumi o governo. Nosso relacionamento com Xi Jinping está excepcional, talvez até ligue para ele", afirmou o presidente.

Pela manhã, o presidente já havia negado problemas com a China e disse que poderia ligar para o presidente chinês, Xi Jinping, para colher experiências de combate ao novo coronavírus.

"Eu cometi algum crime? Fiz alguma acusação? Me responda. Por que você não pede desculpa então? O governo brasileiro está muito bem com a China", afirmou o presidente a jornalistas na saída do Palácio da Alvorada.

Eduardo publicou, na quarta-feira, 18, um tuíte em que acusou a China de ter escondido informações sobre o início da pandemia do coronavírus. “A culpa é da China e liberdade seria a solução”, escreveu o deputado.


A publicação começou a repercutir na noite de quarta-feira, quando o embaixador chinês no Brasil, Yang Wanming, respondeu as acusações de Eduardo. Wanming exigiu a retirada imediata das palavras do deputado e um pedido de desculpas ao povo chinês.

Minutos depois, foi a página da Embaixada da China no Brasil que passou a cobrar explicações de Eduardo. Um tuíte publicado afirmava que Eduardo, ao voltar dos Estados Unidos, contraiu um “vírus mental” que está “infectando a amizade” entre os povos.


A China é o principal parceiro comercial do Brasil. Só em 2019, o país asiático comprou US$ 65,4 bilhões em produtos brasileiros.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ainda na madrugada de quinta-feira, 19, publicou desculpas à China e ao embaixador Wanming em nome da Casa. Maia chamou as afirmações de Eduardo de “irrefletidas”.


O vice-presidente do Senado, Antonio Anastasia (PSDB-MG), encaminhou um ofício ao governo chinês pedindo desculpas, sem mencionar diretamente o comentário de Eduardo.

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, saiu em defesa de Eduardo e afirmou que a posição do deputado não reflete a do governo brasileiro. Declarou também que a reação de Wanming foi "desproporcional" e feriu "a boa prática diplomática", e que aguardaria uma retratação do embaixador da China. 


Diante das críticas, Eduardo Bolsonaro publicou uma nota em que disse que jamais ofendeu o povo chinês e que o Brasil não quer problemas com o país asiático.

"Jamais ofendi o povo chinês", escreveu Eduardo. "Esclareço que compartilhei postagem que critica a atuação do governo chinês na prevenção da pandemia, principalmente no compartilhamento de informações que teriam sido úteis na prevenção em escala mundial."


 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.