Cor de prédios públicos causa confusão no interior de SP

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) suspendeu uma lei aprovada pela Câmara de Porangaba, a 168 km de São Paulo, que tornava obrigatória a pintura dos prédios públicos nas cores da bandeira do município. As cores oficiais da cidade são o amarelo, o vermelho e o branco, mas todos os prédios públicos municipais estão pintados de azul.

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agência Estado

24 de junho de 2011 | 15h04

A decisão, dada na última quarta-feira, tem caráter liminar e a questão ainda será julgada no mérito. A lei havia sido vetada pelo prefeito Luiz Carlos Vieira Sobrinho (DEM), mas a autora da proposta, vereadora Rosana Franco de Campos (PMDB), recorreu ao TJ. Segundo ela, o prefeito adotou a cor azul como uma provocação às pessoas que são da oposição.

"O azul é a cor do partido do prefeito e ele mandou pintar até as guias das sarjetas nessa cor", disse a vereadora. O prefeito disse que a escolha do azul não teve conotação política, pois se trata de uma cor universal e a padronização traz economia para o município. A cidade, de 8.333 habitantes, está dividida.

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