Copacabana e Leblon têm protestos contra corrupção e violência

‘Ocupe Delfim Moreira’ chega perto do prédio onde mora governador; já Rio da Paz pede serviços públicos no ‘padrão Fifa’

Luciana Nunes Leal e Vinicius Neder, de O Estado de S.Paulo,

22 Junho 2013 | 20h28

Um grupo de jovens passou a madrugada de sábado acampado na Avenida Delfim Moreira, na orla do Leblon, na zona sul do Rio, perto do edifício onde mora o governador Sérgio Cabral (PMDB), na quadra da praia da Rua Aristides Espínola. Na pauta do protesto, melhorias em saúde e educação, crítica aos altos investimentos nas obras para a Copa e a defesa de uma CPI do transporte público.

O movimento “Ocupe Delfim Moreira” começou na noite de sexta-feira e promete mobilização até amanhã de domingo. A manifestação surgiu de forma espontânea, após a passeata terminar perto do prédio do governador. O ator Zeca Richa criou uma comunidade no Facebook para mobilizar mais manifestantes. O manifesto do movimento pede explicações sobre o patrimônio do governador. Cabral não comentou a manifestação e sua assessoria de imprensa não informou se ele estava em casa.

Segundo Richa, 20 pessoas amanheceram no local no sábado. Pela manhã, mais gente foi chegando até que no fim da tarde eram 975. A maioria é jovem. Moradores do bairro mais rico do Rio observavam o protesto.

“Viemos com a passeata de ontem (sexta), até a casa do governador. Mas não foi possível chegar porque uma via pública foi bloqueada”, disse Richa. O trecho da Rua Aristides Espínola próximo da orla da praia estava fechado por policiais. Os manifestantes elogiaram a ação da Polícia Militar, que apenas acompanhou a “ocupação”.

No início da tarde, um homem foi preso ao tentar furar o bloqueio da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) do Rio. Segundo a Polícia Civil, o motorista, André Luiz, de 22 anos, se recusou a fazer o exame de consumo de álcool. Um operador de tráfego disse ter sido insultado com ofensas racistas e registrou queixa na 14.ª DP (Leblon). O motorista foi autuado por embriaguez ao volante e injúria por preconceito. Ele pagou fiança.

 

Copacabana. Já em Copacabana, o movimento Rio de Paz fez manifestação para reivindicar investimentos em saúde, educação e segurança pública, no que classificaram como “padrão Fifa”, em referência aos altos investimentos com os grandes eventos como a Copa.

Foram colocadas na areia 500 bolas de futebol que representam, segundo Antônio Carlos Costa, fundador do movimento, “meio milhão de brasileiros assassinados nos últimos dez anos”. Os manifestantes, que começaram a chegar a Copacabana antes das 7h e não fizeram passeata. Ao meio-dia, chutaram as bolas para o alto.

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