Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Coordenador da Funai pode estar facilitando contrabando de diamantes

A comissão externa da Câmara que apura o assassinato de garimpeiros por índios cintas-largas, de Rondônia, levantou indícios de que o coordenador regional do Fundação Nacional do Índio (Funai), Walter Bloss, estaria comandando um esquema de recebimento de propina para facilitar o contrabando de diamantes na reserva Roosevelt. Estariam envolvidos no esquema outros funcionários da Funai e membros das Polícias Federal e Florestal. Depois de interrogar sobreviventes da chacina em que morreram 29 garimpeiros, no início do mês, na reserva Roosevelt, a comissão pediu nesta terça-feira ao presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), que chame para depor sobre as acusações o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos e o presidente da Funai, Mércio Pereira. Bloss, que tem negado sistematicamente a acusação, será interrogado pela comissão nos próximos dias.Os sobreviventes informaram que mais de 100 garimpeiros continuam desaparecidos desde a Semana Santa, quando foram emboscados por guerreiros cintas-largas no garimpo clandestino em que retiravam diamantes. Eles disseram que pagavam aos caciques entre R$ 3 mil e R$ 10 mil por carteirinhas que lhes davam direito de entrar na reserva e garimpar. Informaram ainda que, por dia, são extraídos entre US$ 3 milhões e US$ 4 milhões em diamantes de alta qualidade, exportados ilegalmente.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.