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Coordenador da campanha de Russomanno é acusado de usar notas frias na Câmara

Empresário faz denúncia ao Ministério Público e diz que nunca prestou serviço para o deputado Marcelo Squassoni (PRB-SP)

Pedro Venceslau e Alexandre Hisayasu, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2016 | 18h09

SÃO PAULO - O deputado federal Marcelo Squassoni (PRB-SP), coordenador de campanha do candidato a prefeito de São Paulo pelo PRB, Celso Russomanno, está sendo acusado por um empresário do Guarujá, base eleitoral do parlamentar, de ter usado notas fiscais frias para justificar gastos de sua cota parlamentar.

 

Em entrevista ao Estado e à radio CBN, Jose Eduardo dos Santos, dono da TESS  - Tecnologia e Sistemas de Segurança  - disse que emitiu nove notas fiscais de R$ 3,5 mil cada uma sem ter prestado nenhum serviço

 

Parte das notas da TESS estão registradas na prestação de contas de Squassoni no Portal da Transparência. “Em agosto de 2015 eu fui procurado para emitir notas fiscais de minha empresa para que ele pudesse arcar com compromissos de campanha.  Ficou combinado que seria como segurança eletrônica e manutenção preventiva. Nós não prestamos o serviço”, disse Santos.

 

A denúncia foi protocolada no Ministério Público Federal no último dia 9. O empresário afirma que teria recebido “ameaças políticas” e “oferta de dinheiro” de um interlocutor do deputado para desistir da denúncia. “Ele mandou uma pessoa chamada Emerson me procurar. Esse interlocutor disse que o Marcelo tinha até R$ 200 mil para mim e que eu poderia ganhar um cargo no governo. Eu recusei. Ele então disse então que, se eu não parasse, minha vida ia ficar complicada no Guarujá”.

 

Após acionar a imprensa, o escritório de Santos foi atingido por dois tiros disparados por um motoqueiro. “Não posso atribuir a ele, mas sem sombra de dúvida é muita coincidência”. Santos disse que está escondido em um flat em São Paulo por precaução.

Ao Estado, o deputado Marcelo Squassoni afirmou que foi vítima de uma “armação política”. “Esse cidadão está fazendo um jogo por causa de dinheiro. Ele quis me extorquir. Denunciei isso na Polícia Federal”, disse o parlamentar.

 

O deputado afirma, ainda, que os serviços que constam nas notas foram executado pela TESS, mas não se lembra quais foram. Sobre os tiros disparados no escritório de Santos, Squassoni chamou de "piada" a insnuação de que poderia ter ligação com o episódio. "Isso é uma sacanagem que estão fazendo comigo. É uma armação do grupo político que faz oposição a mim no Guarujá", disse.          

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