‘Cooperação’ com Lula será mantida com Dilma, afirma Kassab

Ao empossar secretários do PMDB, prefeito afirma torcer pela presidente e defende ‘opção’ de quem se filiar ao futuro PSD

Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado

03 de maio de 2011 | 23h00

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, voltou a destacar nesta terça-feira, 3, sua boa relação com a presidente Dilma Rousseff, em mais uma sinalização de que o partido do qual é fundador, o PSD, terá no mínimo uma convivência amistosa com o governo federal. Kassab deu posse ontem a dois novos secretários municipais, ambos filiados ao PMDB do vice-presidente da República, Michel Temer, que fez questão de prestigiar o evento.

 

"Poucas pessoas tiveram uma ação cooperativa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como teve o prefeito de São Paulo", disse Kassab. "E em relação à presidente Dilma Rousseff, e ao seu governo, a ação é igual", acrescentou.

 

Kassab participou nesta terça na sede da Prefeitura de São Paulo, no centro da cidade, da posse do secretário de Esportes, Lazer e Recreação, Bebetto Haddad, e do secretário de Participação e Parceria, Uebe Rezeck. Temer participou das conversas que levaram o PMDB ao secretariado municipal, mas deixou a cerimônia sem falar com os jornalistas.

 

No evento, Kassab disse ainda que torce como brasileiro, e como prefeito, para que o governo da presidente Dilma Rousseff dê certo. "Tenho dito ao vice-presidente que pode contar com São Paulo para ajudar a superar os imensos desafios que o Brasil tem pela frente. A campanha acabou e agora todos os que são brasileiros precisam torcer para que dê certo", discursou. Ainda no DEM, Kassab apoiou em 2010 a candidatura ao Palácio do Planalto do ex-governador José Serra (PSDB), de quem foi vice-prefeito entre 2005 e 2006.

 

"Opção". Criticado nos últimos dias pela criação do PSD, que chegou a ser tachado de "balcão de negócios" pelo ex-senador tucano Tasso Jereissati (CE) e de "adesista" pelo presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, Kassab saiu em defesa dos futuros colegas de sigla. O prefeito disse que os políticos egressos do DEM, sua antiga legenda, têm o direito, dentro das regras e da legislação, de fazer "suas opções partidárias". "São pessoas que acreditaram na ideia do partido novo e estão se transferindo para ele." A última baixa do DEM foi a do governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, que anunciou na segunda-feira sua adesão ao PSD.

 

Enquanto era realizada a cerimônia desta terça, cerca de 50 pessoas aproveitaram para protestar contra Kassab, do lado de fora da Prefeitura. O grupo pedia a "valorização dos servidores públicos municipais".

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