Convocação extraordinária custará R$ 15 milhões

A convocação extraordinária do Congresso será anunciada hoje, em ato no Palácio do Planalto com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e dos presidentes da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), e do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O encontro dos três, às 13 horas, foi confirmado ontem pelo porta-voz do Palácio do Planalto, André Singer. Os três vão tratar ainda da tramitação das reformas.A convocação dos 513 deputados e 81 senadores custará R$ 15,1 milhões, pois serão pagos dois salários extras para cada parlamentar, no valor bruto de R$ 12,7 mil cada um. Os dois vencimentos, somados aos R$ 12,7 mil normais do mês de julho, somarão R$ 38,16 mil. Aos funcionários deverão ser pagos outros R$ 15 milhões de extras.O presidente da Câmara informou que receberá hoje dos líderes dos partidos a sugestão de pauta para a convocação de julho. Ele disse que não vai esperar a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para anunciar os trabalhos no mês que vem. Pela Constituição, enquanto a LDO não for votada, o Legislativo não pode entrar em recesso.Mas, segundo João Paulo, ele, Sarney e Lula farão a convocação porque se ficassem limitados à LDO, não poderiam acrescentar à pauta nenhum outro projeto. E o maior interesse por trás da convocação extraordinária é ganhar tempo para as emendas constitucionais das reformas da Previdência e tributária.

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