Amanda Perobelli/Reuters
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Convidado novamente, Bolsonaro já deixou Patriota ‘no altar’

Em 2017, o então deputado disse que estava 'noivo' do partido e chegou a assinar uma ficha de pré-filiação

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de outubro de 2019 | 18h34

Após críticas públicas ao PSL e atritos com o líder da sigla, Luciano Bivar, o presidente Jair Bolsonaro foi convidado nesta quinta-feira, 10, a integrar o Patriota, partido do qual já foi “pré-filiado” no passado.

Antes da campanha de 2018, Bolsonaro chegou a ser apresentado como candidato à Presidência pelo Patriota, então chamado de Partido Ecológico Nacional – PEN. Mas a única ligação entre o então deputado e a sigla foi uma ficha “pré-datada”, com a filiação marcada para o dia 10 de março de 2018, assinada por Bolsonaro. À época, ele afirmou que “deve ter casamento, mas ainda é um noivado”.

Bolsonaro queria ainda que o Patriota abrisse mão da ação movida pelo partido no Supremo Tribunal Federal contra o entendimento da Corte de permitir prisões de pessoas condenadas em segunda instância. Ele chegou a dizer que não queria ficar conhecido por pertencer a uma partido que “acabou com a Lava Jato”.

O presidente queria que o seu ex-braço-direito Gustavo Bebianno – que virou ministro, mas foi demitido – assumisse o comando durante a disputa, o que não foi aceito pelo presidente do partido, Adilson Barroso. Ele chegou a afirmar que Bolsonaro teria sido “envenenado” por Bebianno e que ele queria tomar o “partido inteiro para o grupo de Bolsonaro”.

“Fiz das tripas coração para tê-lo com a gente, mudei o nome do partido, mexi no nosso estatuto, dei mais de 20 diretórios para o grupo dele. Mas você não pode ser convidado para entrar em uma casa e depois querer tomar ela inteira para você, expulsando seus moradores originais”, afirmou o dirigente em janeiro de 2018.

Em dezembro de 2017, Bolsonaro passou a negociar com o PSL, partido pelo qual disputou e venceu a eleição.

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