Hélvio Romero/AE
Hélvio Romero/AE

Conversas com PSD não estão encerradas, diz Alckmin

Para o governador de São Paulo, sinalização do PSD de formalizar aliança com PT nas eleições não preocupa tucanos e pondera: 'Nenhuma hipótese pode ser descartada'

Gustavo Uribe, da Agência Estado

31 de janeiro de 2012 | 13h06

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta terça-feira, 31, que uma eventual aliança com PSD do prefeito Gilberto Kassab, que tenha o vice-governador, Guilherme Afif Domingos (PSD), como cabeça de chapa nas eleições municipais da capital, não está descartada. Segundo ele, as conversas com a legenda de Kassab não estão encerradas, mesmo após o prefeito ter dito, nessa segunda-feira, 30, que iria priorizar, a partir de agora, as conversações com o PT do pré-candidato Fernando Haddad.

Apesar das declarações, o governador voltou a ponderar que é natural o PSDB pleitear candidatura própria à Prefeitura de São Paulo. "Nenhuma hipótese pode ser descartada em uma conversa. Agora, é natural que o PSDB queira ter o candidato ao cargo majoritário", afirmou, após cerimônia de apresentação de quatro unidades móveis do Via Rápida Emprego, no Palácio dos Bandeirantes. Os tucanos têm quatro pré-candidatos que postulam a vaga nessa disputa: o deputado federal Ricardo Trípoli e os secretários estaduais da Cultura, Andrea Matarazzo, Energia, José Aníbal, e Meio Ambiente, Bruno Covas.

Nessa segunda, em reunião com a direção de partido, o prefeito Gilberto Kassab disse que pretendia fazer uma proposta formal de aliança ao PT. Nos bastidores, a declaração de Kassab foi interpretada como uma forma de pressionar o PSDB a acatar o nome de Guilherme Afif Domingos, já que os quatro postulantes do PSDB ainda não despontaram nas pesquisas de intenção de voto. Para não destruir as pontes de um eventual acordo entre as duas legendas, o governador argumentou: "Todas as possibilidades são discutidas, quando se faz um entendimento."

Alckmin disse ainda que, se depender do PSDB, as duas siglas estarão juntas em São Paulo. "No que depender de nós, vamos fazer um esforço para construirmos uma proposta em comum." Ele negou que a aproximação do PT com o PSD preocupe os tucanos e elogiou o vice-governador: "Guilherme Afif Domingos é um grande nome, tem serviço prestado a São Paulo, é um nome preparado para responsabilidades importantes." Mesmo com essas declarações, uma ala dos tucanos em São Paulo resiste em abrir mão da candidatura própria, em apoio a uma chapa liderada por Afif.

Kassab, por sua vez, que o diálogo com o PT seja uma forma de pressionar o PSDB. "Não existe nenhuma pressão, estamos numa democracia. Temos um partido que disputa pela primeira vez uma eleição, portanto vamos encontrar o nosso caminho", afirmou, após participar do lançamento da 5ª edição da Campus Party, evento que começa no dia 6 de fevereiro, no Anhembi.

O prefeito diz não desconsiderar a possibilidade de lançar a candidatura do vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos (PSD). "Nós sabemos que a candidatura própria não tem tido as condições necessárias, por enquanto", reconheceu. Kassab lembrou que ainda não há conversa formal com os petistas.

Também presente no lançamento da Campus Party, o presidente do diretório municipal do PSDB e secretário de Planejamento e Desenvolvimento do Estado de São Paulo, Julio Semeghini, disse também não descartar alianças com o PSD. "Não considero o diálogo encerrado. Acredito muito mais no futuro do PSD em São Paulo com alianças que combinam muito mais com o PSDB do que com o PT, por isso não está encerrado ainda", considerou.

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