Sobre aliança com tucanos, peemedebista diz que 'conversa não faz mal a ninguém'

Declaração do ex-ministro Moreira Franco, aliado de Michel Temer, foi dada ao ‘Estado’ ao ser questionado sobre aliança informal de PMDB e PSDB no caso de impeachment de Dilma Rousseff

Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

04 de julho de 2015 | 13h30

Atualizada às 18h05

Brasília - Um dos principais aliados do vice-presidente Michel Temer, o ex-ministro Moreira Franco disse que “conversa e caldo de galinha não fazem mal a ninguém”. A declaração foi dada ao ‘Estado’, ao ser questionado sobre a possibilidade de haver uma aliança informal do PMDB com o PSDB, caso a presidente Dilma Rousseff sofra um processo de impeachment. 

Moreira, no entanto, disse que o tema que tem dominado o debate do meio político não é tratada pelos peemedebistas. Já a assessoria de imprensa de Temer afirmou que não iria comentar o assunto por desconhecer qualquer iniciativa nesse sentido. Caso a petista seja afastada do cargo, caberia ao peemedebista assumir o seu lugar.

Conforme revelou o ‘Estado’, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi sondado por um integrante da Executiva Nacional do PMDB sobre um possível apoio a um mandato presidencial de Temer. O senador Aécio Neves também foi procurado. Para os peemedebistas, Dilma dificilmente escapará no segundo semestre do processo no Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as chamadas “pedaladas fiscais” nas contas do governo em 2014. 

Outro fator de instabilidade contra o governo é a delação premiada do dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa, alvo da Operação Lava Jato que está hoje em prisão domiciliar. Trechos da colaboração do empreiteiro vieram a público e citam ministros do núcleo duro do Planalto – os titulares da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, que foi tesoureiro do comitê à reeleição de Dilma – como receptores de recursos de caixa 2 para campanhas eleitorais.

Os ministros Edinho Silva e Mercadante negam as acusações. Mercadante informou que apresentou todos os recibos de doações que recebeu e que teve suas contas aprovadas pela Justiça eleitoral.

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