Dida Sampaio|Estadão
Dida Sampaio|Estadão

'Conversa com Temer foi tranquila', diz Geddel

Ministro acusado de atuar em interesse próprio no Ministério da Cultura re reúne com presidente logo após comissão adiar votação de caso

Erich Decat, O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2016 | 16h40

BRASÍLIA - No centro da nova crise que atingiu o Palácio do Planalto, o ministro Geddel Vieira Lima (Secretário de Governo) se reuniu nesta segunda-feira, 21, com o presidente Michel Temer. O encontro, realizado no gabinete do presidente, ocorreu pouco depois de a maioria dos integrantes da Comissão de Ética Pública da Presidência da República se posicionarem pela abertura de um processo contra o ministro.

Apesar da maioria (cinco dos sete) dos integrantes declararem favoráveis, o processo não foi aberto imediatamente porque um dos conselheiros pediu vista - o que adiará a decisão para 14 de dezembro. Os conselheiros podem mudar o voto até a decisão final.

“A conversa foi tranquila”, afirmou Geddel ao Estado. Questionado se Temer havia dado apoio, o ministro respondeu rapidamente: “Claro, Claro.” Segundo auxiliares do Palácio, o presidente Temer deve fazer um pronunciamento, a favor de Geddel, na tarde desta segunda-feira, 21,  por meio do porta-voz. Além da conversa desta segunda, eles teriam mantido contato ao longo do final de semana por telefone.

Ao Estado, Geddel também falou que, após tomar conhecimento sobre a possibilidade de ser aberto um processo contra ele na Comissão de Ética, ligou para integrantes do colegiado dizendo que apoiava a medida e pediu celeridade. “Liguei para o presidente da Comissão e pedi para que fosse revista a iniciativa de adiar a decisão sobre o processo. Vamos fazer isso logo”, ressaltou.

Geddel não participou da reunião Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, comandada na manhã desta segunda pelo presidente Michel Temer. O ministro chegou ao Palácio do Planalto, por volta das 12h45, logo após o encerramento do evento que contou, que contou com a participação de representantes da sociedade civil, entre artistas, empresários, sindicalistas e políticos.

O ministro foi acusado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de pressioná-lo para liberar a construção de um empreendimento imobiliário em Salvador, em que também teria um unidade.

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