Convênios do Incra em São Paulo estão sob investigação

A Federação das Associações dos Assentados e Agricultores Familiares do Oeste Paulista (Faafop) e a Associação Amigos de Teodoro Sampaio, ligadas a José Rainha Júnior, preso hoje numa operação da Polícia Federal (PF), são investigadas também por desvio de recursos do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agência Estado

16 de junho de 2011 | 19h38

Entre 2007 e 2009, as entidades receberam R$ 10 milhões através de convênio com o MDA para um programa de construção de moradias nos assentamentos, mas o Ministério Público Federal (MPF) encontrou irregularidades na prestação de contas da primeira parcela, de R$ 3,5 milhões. Notas frias teriam sido usadas para justificar as despesas.

Convênios do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em São Paulo com outras entidades ligadas aos sem-terra também estão sob investigação. A Procuradoria da República em Ourinhos abriu inquérito para apurar a venda irregular de 400 mil metros cúbicos de madeira do Horto de Iaras, objeto de convênio entre o Incra e a Cooperativa dos Assentados da Reforma Agrária na Região de Iaras (Copafi), do Movimento dos Sem-Terra (MST). Parte do dinheiro da madeira, que custou R$ 13 milhões ao erário, desapareceu.

O MPF apura desvio semelhante no Horto Aimorés, em Pederneiras, região de Bauru. Um convênio do Incra com o Instituto de Orientação Comunitária e Assistência Rural (Inocar), com sede em Itaberá, também está sob investigação. A entidade, ligada ao MST, recebeu R$ 5 milhões para fazer o georreferenciamento de pequenas propriedades rurais, mas teria terceirizado irregularmente o serviço.

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